Na home, o consultor do Iccabav, Júlio Verna; acima, ele com Vieira e Tadros, durante sua apresentação
O agente de viagens pode e deve, sim, cobrar pelos serviços (fee) junto aos seus clientes. Mas, para isso, ele tem de se capacitar, saber precificar e, acima de tudo, ter coragem. Essa foi uma das mensagens do conferencista e consultor da Qualitas Travel Partner e do Instituto de Capacitação e Certificação da Abav (Iccabav), Júlio Verna, aos agentes que assistiram à apresentação “Cobrança de Serviços - A Hora da Verdade (Riscos e Vantagens da Prática - Fee)”, hoje pela manhã, no último dia do Congresso da Abav, no Riocentro, no Rio de Janeiro. Na mesa, a coordenação foi de José Carlos Vieira, e o secretário Paulo Tadros.
“Há exemplos de agências que implantaram a cobrança e estão, não só ganhando dinheiro, mas fidelizando seus clientes como a GM (Palmas-TO), Valeverde (Belém-PA) e On Tour (São Luís-MA)”, enfatizou Verna. “O agente não deve trabalhar de graça para ninguém.”
“Essa discussão não é nova, há mais de 15 anos venho falando por todo o País da necessidade de se cobrar pelos serviço”, ponderou Verna. O caminho para a cobrança inclui, entre outros fatores, a saída da agência da posição de intermediário entre o fornecedor e o cliente. “Vocês prestam um serviço e devem estar no topo da rede de distribuição. Sou contra viver de comissão, é como se fosse pedir esmola ao fornecedor.” O consultor deve, sim, ter fornecedores preferenciais. “As vezes entro em uma agência e vejo quatro, cinco folhetos de cartões de assistência. Qual deles é meu parceiro preferencial?” Isso é válido para todas as agências. “Não importa o tamanho”, destacou ele, citando parte de um editorial do editor-chefe da PANROTAS, Artur Luiz Andrade, no Jornal PANROTAS.
Em relação à internet, Verna disse que é a ferramenta é uma grande aliada do agente de viagens. “Só que você tem de fazer o consumidor comprar no seu site, não no do hotel ou da companhia aérea”. Ah, isso custa caro e você não tem como fazer, então se associe, crie parceiras”, ensinou ele. “Parceria é onde as partes têm tudo igual: crescimento, lucro, desenvolvimento etc.” Outra dica: “faça combos, ou seja, de um número”.
Fonte: Panrotas



